A ideia de pleitear a doação de um terreno em Brasília para construção da sede da ABEn na, então, nova capital do país surgiu, primeiramente, em 1957, por sugestão de Haydée Guanais Dourado, à época membro do conselho fiscal da entidade. Mas houve pouca receptividade e o projeto só voltou a ser considerado em meados de 1958, após documento enviado por Cacilda Rosa Bertoni, da seção Goiás, no qual arguia que o momento era propício para tal solicitação.
Atendendo decisão da diretoria, a presidenta Maria Rosa S. Pinheiro encaminhou ofício ao diretor da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) solicitando doação de terreno para construção da sede da ABEn em Brasília.
A doação do terreno em Brasília só saiu quatro anos depois, em 30 de novembro de 1962. A área doada integrava o plano urbanístico da Capital Federal, totalizando 5.000 m².
Vencida essa etapa, começou a árdua tarefa de se conseguir a posse definitiva do terreno, o que acabou levando mais quatro anos, retardada, em parte, pelo movimento de 1964. Por várias vezes, a ABEn esteve na iminência de perder o terreno doado.
Em 3 de março de 1967, saiu o ato de assinatura de posse do terreno. O lançamento da pedra fundamental ocorreu em 21 de julho de 1967, durante o XIX CBEn, em Brasília.
Finalmente, em 15 de maio de 1971, a entidade inaugurou sua sede em Brasília, durante as comemorações da 32ª SBEn — um momento de regozijo para todos os enfermeiros e de desafogo para o grupo envolvido na construção.
“Para nós, estes dois últimos anos serviram de testemunho da união que existe entre as associadas da ABEn; mostraram-nos do que é capaz um pequeno grupo constituído de mulheres na sua quase totalidade, quando reunido em torno de um ideal forte e válido. Este grupo, à custa de trabalhos e sacrifícios individuais, agindo através das Seções e dos Distritos, deixará para as novas gerações de enfermeiras um patrimônio de incansável valor social e cultural. Passará à história da enfermagem brasileira, no capítulo destinado à narração das importantes realizações da ABEn.”
Nessa luta incansável, a ABEn deve muito à dedicação da diretoria e dos associados, em particular aos enfermeiros da Seção-DF que trabalharam na documentação, arrecadação de fundos e articulações políticas junto às autoridades da capital federal.